Introdução

Este trabalho foi projetado como ferramenta destinada ao uso on-line, para auxiliar as aulas da disciplina de Mineralogia macroscópica ministradas na Universidade Federal do Pará (UFPA), tendo como responsável por este projeto o Prof. Dr. Márcio Dias Santos. Esta etapa do projeto se divide em duas partes. A primeira Parte (Parte I), apresenta conceitos teóricos relacionados às características e conceitos da formação dos minerais e as principais propriedades para identificação. A Parte II, tem como premissa, a chave de identificação encontrada em alguns livros. As propriedades diagnósticas são usadas para direcionar os usuários a tabelas onde constam mais informações sobre o provável mineral investigado. Portanto, as informações fornecidas são usadas para restringir as escolhas a um ou alguns dos minerais mais prováveis. Para mais informações, o aluno também poderá consultar outras informações mais detalhadas que podem ser encontradas em um guia de minerais ou bancos de dados de sites como Mindat e Webmineral, por exemplo, para fazer uma classificação final da amostra do mineral.

Este sistema para identificação de minerais é limitado, tanto em escopo quanto em aplicabilidade,abrangendo algumas das espécies minerais mais comuns como sugerido para as atividades práticas deste projeto. Para tanto, as amostras foram selecionadas com intuito de apresentar a melhor visualização para realizar os testes nas seções que descrevem espécies minerais para interação dos alunos em conjunto com sistema. Esta chave de identificação, pode ajudar a restringir a busca eliminando as possibilidades de espécies minerais que não apresentam determinada propriedade. Muitos minerais comuns têm hábitos variados e outras características que podem levar alguém a suspeitar que uma amostra não esteja inserida dentro de um campo apresentado na tabela, porém, com investigação mais minuciosa observando que os testes devem ser feitos em uma superfície fresca e sem intemperismo, pode ocorrer que, na verdade é uma espécie comum em uma de suas formas menos prevalentes. Um exame cuidadoso das informações do guia pode permitir que alguém identifique a amostra desconhecida.

Portanto, a aplicabilidade de identificação das propriedades minerais, requer esforço e treino do aluno, considerando, que em muitos casos se a primeira execução dos testes não parece estar levando a identificação correta, deverá então, recomeçar o teste, talvez repensando alguma propriedade inserida na chave de identificação do teste, por exemplo, se a amostra realmente tem um brilho metálico. O resultado desta prática, em conjunto com o auxílio da ferramenta de identificação mineral, deverá levar à identificação correta das espécies inseridas no conjunto apresentado através das informações inseridas. A atividade prática para identificação de minerais, segue a linha de pensamento de que, quanto mais você pratica, melhor você fica. Então, tente executar amostras de espécies conhecidas pelo procedimento para ter uma ideia de como a chave leva passo a passo a uma identificação.